segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

 
Com o passar dos anos, as formas de trabalho vão se modificando e as organizações sofrem transformações em suas estruturas. Isso interfere diretamente na vida e no comportamento dos trabalhadores. A consequência dessas transformações no modo de trabalho dos funcionários implica na reestruturação das suas relações ou dos vínculos psicológicos. Surge então, a necessidade de um estudo dessas relações comportamentais do funcionário com a empresa.
Os novos modelos de trabalho estão crescendo e desafiando as organizações a repensarem suas regras e seus modelos para que possam continuar competindo e retendo talentos.Já os talentos, parecem mais confortáveis com esta mudança que, no fundo, traz mais significado ao que chamamos de trabalho. Isso porque o trabalho sem paixão, sem prazer e sem propósito já não preenche a vida, já não satisfaz quem acredita que pode e deve mudar a realidade pra melhor.
Extrapolando os horários comerciais e os postos físicos, este novo estilo impulsionou ainda mais o empreendedorismo e os modelos baseados em consultoria, que nada mais são do que uma contribuição remunerada a um negócio.
Espaços modernos, com estrutura completa e um baixo custo, se comparado a salas ou andares comerciais convencionais, favorecem o trabalho num modo colaborativo e o networking, já que aumenta a possibilidade de conviver com profissionais de diversas áreas e negócios.
 Desde o final dos anos 40 tem se pensado em estabelecer novas estruturas nas organizações a fim de substituir o modelo burocrático e mecânico, bastante hegemônico, associado à lógica taylorista – fordista, sistemas que visavam a racionalização extrema da produção e, por isso, a maximização da produção e do lucro (o funcionário exerce apenas sua função no menor tempo possível, sem conhecer o processo de produção inteiro). Já esses novos modelos ressaltam a capacidade de aprendizagem como qualidade básica, são empresas que reduzem a hierarquia e oferecem oportunidades de trabalho inteligente, estimulando a criatividade e o interesse dos operários.
 
No início do seculo XX surgiu uma nova dinâmica capitalista, desenvolveu–se a produção em massa, com enormes fábricas, que produziam de tudo, a custo baixo para uma grande massa de consumidores. Era uma época de emprego, aumento de renda, direitos sociais e consumo para a classe trabalhadora. Mas essa dinâmica só se tornou possível a partir de novas estratégias para controlar os trabalhadores e assegurar a produção e o consumo das mercadorias. Novos mecanismos de controle dos trabalhadores foram criados para a maximização da produção e do lucro impulsionado pelo advento da sociedade de massas. O que começou a se difundir foi a teoria de Frederic Taylor, engenheiro norte-americano, conhecido como o pai da administração científica, que procurou racionalizar o controle do tempo e do espaço dentro da fábrica.   Taylor a partir da observação direta percebeu, no final do século XIX,  que os trabalhadores eram indolentes e faziam corpo mole, e que poderiam produzir muito mais do que produziam.   Com isso ele demonstrou que seria possível dividir as funções e disciplinar o trabalhador.   Para se obter um maior controle do operário ele criou uma burocracia de supervisores, gerentes e chefes que passariam a controlar a execução das tarefas.  Alguns anos depois o industrial Henry Ford procurou aperfeiçoar as ideias de Friderich Taylor. Ele criou a linha de montagem e os processos de trabalho foram semi-automatizados. A criação da linha de montagem levou a uma maior produção em menos tempo. Todo movimento inútil foi eliminado e toda produção foi racionalizada. O grande objetivo de Ford era a produção em série de carros modelo T para o consumo em massa.

legislação trabalhista não dispõe de nenhum dispositivo que disciplina a jornada de trabalho flexível (também conhecida como jornada móvel) e estabelece, salvo os casos especiais, que a jornada normal de trabalho é de 8 (oito) horas diárias e de 44 (quarenta e quatro) horas semanais. 
A jornada flexível ou jornada móvel é resultado da flexibilização da relação capital e trabalho através da parceria entre empregador e empregado, a qual permite que o empregado cumpra sua jornada contratual, dentro de um horário previamente estabelecido, ou seja, considerando um limite inicial e final de horário de trabalho.
A jornada flexível traz, principalmente, maior liberdade para o empregado no cumprimento de seu horário de trabalho, pois pode cumprir sua jornada obedecendo um número de horas diárias sem, contudo, ter a rigidez de ter que chegar as 08h00min e sair às 18h00min, possibilitando assim que o empregado possa auto gerenciar seu trabalho com entradas e saídas móveis. 
A apuração da jornada de trabalho, para fins de pagamento de horas extras ou desconto de faltas, deve-se levar em consideração, principalmente, os acordos e convenções coletivas de trabalho que normalmente ditam normas específicas para as respectivas categorias profissionais e regiões de abrangência. 
 
A jornada flexível pode contribuir para amenizar o controle rígido de horário e possibilita a diminuição de atrasos ou saídas antecipadas (absenteísmo). 
As principais vantagens que podemos citar são:
  • Cumprimento da jornada dentro do horário escolhido pelo empregado, sem prejuízo do trabalho;
  • Possibilitar que o empregado possa programar melhor sua vida pessoal (levar ou buscar filho na creche, praticar atividades físicas, realizar algum curso específico e etc.);
  • Estabelecer uma parceria entre empregador e empregado;
  • Redução do número de faltas e atrasos;
  • Diminuição da necessidade de horas extras devido ao melhor aproveitamento do horário;
  • Fortalecer o ambiente de responsabilidade e comprometimento.
As principais desvantagens que podemos citar são:
  • Dificuldade na gestão de pessoas;
  • Reorganização cultural da empresa;
  • Perda da qualidade de comunicação entre os empregados;
  • Baixo rendimento do trabalho das pessoas que requerem uma supervisão mínima;
A fixação da jornada flexível ou móvel vai depender também da atividade da empresa, pois há atividades em que a liberdade de horário pode prejudicar o andamento da produção, a prestação de serviços ou do atendimento ao cliente.
 
fontes - https://www.roberthalf.com.br/; http://plugcitarios.com/2015/10/01/os-novos-modelos-de-trabalho-vieram-pra-ficar/; http://www.cienciaecultura.ufba.br/agenciadenoticias/noticias/pesquisa-aborda-os-novos-modelos-organizacionais-das-empresas/; https://filosofonet.wordpress.com/2013/09/05/o-modo-de-producao-flexivel-e-o-novo-perfil-do-trabalhador-no-seculo-xxi/; http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/jornadaflexivel.htm

 

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