Os cosméticos sempre fascinaram homens e mulheres devido à sua capacidade de modificar consideravelmente a aparência, influenciando diretamente na autoconfiança e estima.
Mas um item sobreviveu por milênios sem perder reconhecimento mundial e se tornou um dos itens mais importantes e presente na vida da mulher contemporânea: O Batom.
Um
dos fatores responsáveis por tamanha popularidade advém do seu fim medicinal.
Além de decorativos, os batons sempre foram usados como método de proteção
labial contra incidência de elementos naturais: vento seco, umidade e, por
certo, raios solares (O tecido labial não possui a melanina responsável por nos
proteger dos raios UV).
Desde
os primórdios, os seres humanos sempre arrumaram meios para distinguir-se da
multidão; desde os primórdios os jovens lançam mão de artimanhas decorativas
com o objetivo de tornar-se mais atraente ao sexo oposto. Ferramentas, roupas,
sapatos, jóias e cosméticos foram os instrumentos primários utilizados com este
fim. Entre o tanto, pinturas faciais e batons foram e são os meios mais
notórios e notáveis de modificar a aparência.
Os batons pré-históricos
eram compostos por matérias primas encontradas na natureza como sumos de
plantas, como o sumo da beterraba.
Com o advento das manufaturas de civilizações mais recentes,
Oriente Médio, norte da África e Índia, novos tipos de materiais passaram a ser
usados com a finalidade de ornar os lábios.
Os primeiros registros datam da Mesopotâmia. O “batom
mesopotâmico” consistia em pó de pedras preciosas, as mulheres utilizavam tal
pó para doar brilho e riqueza aos lábios.
No Antigo Egito a manufatura dos batons obteve grandes avanços.
Os membros do alto escalão utilizavam variados tipos de decoração labial como
meio de distinguir-se e elevar-se dos demais. Para compor seus batons os
egípcios utilizavam ingredientes tóxicos, reza a lenda que vários adoeceram e
até morreram por envenenamento, atestado de óbito, causa da morte:
envenenamento por batom. Mas foi exatamente no
antigo Egito que a cor carmim ganhou a popularidade a qual perdura até hoje!
Historiadores alegam que a famosa Cleópatra foi a responsável pelo pontapé
inicial rumo à popularização dos lábios vermelhos. O corante carmim era
extraído de insetos Cochonilha, técnica amplamente utilizada até hoje mesmo com
a forte regulamentação dos governos norte americano e europeus contra a
presença deste pigmento em comidas e cosméticos.
Um dos momentos mais importantes na história do batom aconteceu
durante a Idade de Ouro Islâmica quando o cosmetologista e químico árabe Abu
al-Qasim al-Zahrawi conseguiu aperfeiçoar a fórmula para batons sólidos, seus
bastões perfumados representam a base do batom moderno.
Vários séculos depois, o batom renasceu graças às dramáticas
mudanças culturais e comportamentais implementadas durante o reinado inglês da
Rainha Elizabeth I (1558 – 1603). Seu estilo de portar-se e vestir-se caiu no
gosto das altas castas da sociedade, o rosto pálido com lábios coloridos por
pigmentos avermelhados brilhantes tornou-se marca de nobreza.
História do Batom
2500 a.C. a 1000 a.C. – A Antiga Mesopotâmia
Mesopotâmia foi o lar do primeiro batom conhecido pela humanidade. Conforme
contamos no texto, mulheres da região utilizavam pó e pedacinhos de pedras
preciosas para decorar seus lábios.
2000 a.C. a 100 d.C. – O Batom Egípcio era composto
por besouros carmins (Cochonilha) triturados. Este famoso batom vermelho, por
vezes decorado com escamas de peixe para efeitos cintilantes e perolados, foi
bastante usado por mulheres ricas e poderosas, seu ícone foi ninguém menos do
que Cleópatra (51 dC – 30 aC).
Século 8 ao 12 d.C.- O cosmetologista árabe Abu
al-Qasim al-Zahrawi descobriu um meio de doar a forma sólida ao batom.
Idade Média ao final do século 16 - A coloração dos lábios foi
proibida pela Igreja, o Cero associou os pigmentos avermelhados aos rituais
satânicos. Nesta época o batom era item relega às mulheres de classes sociais
mais baixas, principalmente as prostitutas.
Século 16 - Durante o reinado inglês da
Rainha Elizabeth I seus lábios vermelhos brilhantes e rosto de um branco austero tornou-se moda.
Tal popularização devolveu ao batom o posto de nobreza. Foi por essa altura da
história que a composição passou a ser a base de de cera de abelhas e plantas
avermelhadas. Só as mulheres de alta classe e os atores usavam batom.
Século 18 - Durante este tempo os batons
escorregaram da nobreza para os plebeus, indo novamente parar entre as classes
baixas da sociedade.
Século 19 – Ao longo de quase todo século 19 o batom permaneceu
em uso apenas entre atores e prostitutas. Estes séculos de rebaixamento social
do item começaram a mudar quando perfumistas franceses começaram a produção
comercial do item.
1884 - A empresa de cosméticos
francesa Guerlain começou a produzir o primeiro batom em versão comercial o
qual era composto por sebo veado, óleo de mamona, cera de abelha, e então
coberto em papel de seda.
1880 – A famosa atriz americana
Sarah Bernhardt deu o pontapé inicial para a repopularizarão do batom, sendo a
primeira celebridade a utilizá-lo em público. Naquela época os batons não
vinham em tubos cilíndricos, eram aplicados com pincel.
1912 - As mulheres americanas enfim
aceitaram o batom como parte integrante do vestuário diário e público.
1915 – O primeiro batom
comercializado nos típicos recipientes cilíndricos de metal foi inventado por
Maurice Levy.
1921 - O uso de batom se espalhou e
popularizou na Inglaterra pela população feminina em geral.
1923 – A embalagem em tubo
giratório foi patenteada por James Bruce Mason Jr, em Nashville, Tennessee.
Esta invenção tornou o batom item de fácil aplicação.
Muitas civilizações implementaram tradições e rituais complexos
ao redor do batom. Em algumas regiões o item era (e ainda é) uma questão de
necessidade medicinal com propósitos de proteger os lábios de fatores
climáticos; em outras já foi considerado parte integrante da vida social. Como
exemplo podemos citar as mulheres japonesas de altas castas as quais, quando
casadas, eram proibidas de aparecer em público sem que o rosto estivesse
complemente coberto por maquiagem.
Atualmente, aplicar batons é uma das maneiras mais populares e
baratas das mulheres realçarem feminilidade e beleza. Não podemos
determinar qual momento foi o mais importante para história do batom, todos os
eventos relatados no artigo contribuíram para a ascensão deste item de moda
extremamente popular que hoje é parte de nossas vidas. Hoje batons são
considerados uma das maneiras mais populares e mais barato para as mulheres
para mostrar sua feminilidade e beleza.
E o
queridinho do momento – Batom Liquido
Com
secagem quase instantânea, o produto não é transferido da boca para outras
superfícies, e seu mais forte apelo, além da fixação, é a cobertura altamente
pigmentada. A maioria das marcas tem duração de até 24 horas.
Ao
contrário dos batons comuns, nesse caso a perícia na aplicação é fundamental
para um make correto e à prova de riscos.
— Devido à secagem rápida, a aplicação tem de
ser precisa. Uma camada só já é suficiente
O
pincel de gloss facilita o processo. Para um efeito mais leve, o ideal é
utilizar um pincel à parte e dar breves toques nos lábios, ensina o maquiador.
Já para as que têm medo de errar, Olga recomenda delinear a boca com lápis nude
ou da mesma cor do batom antes da aplicação.
Dica:
Passe o produto sorrindo, para que ele cubra toda a superfície (dos lábios).
Batom líquido com acabamento matte, colore os lábios com conforto e cores
sofisticadas. Ele combina a facilidade da aplicação do gloss e uma textura hidratante!
O Batom Líquido Matte possui alta cobertura e longa
duração, possui secagem rápida e não transfere facilmente.
Use o aplicador do batom líquido para destacar o contorno dos lábios. Em
seguida, preencha a parte de dentro da região. Remova o excesso do produto
pressionando levemente um lenço de papel na boca.
Seus lábios coloridos com tons elegantes e um acabamento incrível por um
muito mais tempo.
http://revistadonna.clicrbs.com.br/beleza/por-que-o-batom-liquido-mate-e-solucao-para-quem-quer-labios-bem-pintados-e-sem-borroes/,
http://www.acordabonita.com/2013/10/historia-da-maquiagem-5000-anos-de-batom/



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